João Barradas

Ando a seguir o percurso musical do João Barradas há uns anos. Creio que logo na primeira vez que o vi ao vivo fiquei fascinado. Lembro-me perfeitamente. Foi no Festival dos Jovens Músicos na Gulbenkian, que é organizado pela Antena2, e onde o ouvi interpretar coisas mais eruditas e com orquestra.

Em 2020, o músico comemorou a edição de dois discos com edição em simultâneo. “Solo I – Live at Centro Cultural de Belém” e “Portrait”. Não me vou debruçar aqui sobre o trabalho a solo do jovem músico (que merece audição – aqui fica o link para quem quiser ouvir).

Aviso desde já que não sou expert em jazz. Nem quero ser.
Na realidade gosto de partilhar as coisas que oiço.

Este disco (Portrait) para além do João Barradas no acordeão junta Simon Moullier no vibrafone, Luca Alemanno no contrabaixo e Naíma Acuña na bateria. Para além deste quarteto base, ainda se junta o saxofonista Mark Turner em alguns momentos.

Confesso que gosto muito da progressão deste disco. Consegue andar no lado mais melódico, passando pelo experimental, mas sinto que nunca foge das harmonias que podem aproximar mais público da música. O disco tem algo de hipnótico e profundo, mas ao mesmo tempo é leve e torna de alguma maneira mais fácil a sua audição. Também ajuda as canções terem uma duração curta e

Não tive a oportunidade de ver este quarteto ao vivo mas espero que em breve o consiga fazer pois parece-me que este disco tem um potencial enorme para o palco.

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