Sandes

Este podia ser um artigo sobre o disco Sandinista dos The Clash, mas na realidade é sobre uma das minhas paixões: sandes. Ou sanduiche. Ou sandocha.

É daquelas comidas que a maioria das pessoas olha de lado para elas, mas para mim podem ser uma iguaria. E uma refeição completa. Tenho vindo a notar que cada cultura tem a sua sandes de eleição. Senão vejamos: em Portugal temos a bela da bifana, nos EUA o hamburguer, no Vietnam o Bahn Mi, em Espanha o bocadillo ou a arepa na Venezuela. Só para citar algumas. Mas a lista é infindável.

Nos últimos anos felizmente a cultura da sandes tem crescido e temos acesso a novas variantes, muitas internacionais inclusivamente. Mas tem crescido também a qualidade das mesmas. Melhor pão, melhor carne, melhores condimentos.

Por isso lembrei-me de partilhar algumas das minhas favoritas e onde comer.

Lisboa

Esta sandes típica francesa é uma tentação para mim. Mais simples é difícil. Metade de pão de baguete cortado a meio com uma boa camada de manteiga e fiambre. A vantagem de comer esta sanduiche na ISCO é que a manteiga é feita por eles, assim como o fiambre, e tem aquele toque acído e pujante que se espera. Se for a acompanhar com uma bela cerveja… Magnifique!

A sandes de pastrami é daquelas que eu babo sempre que imagino. A carne do pastrami é algo particular pois passa por vários processos como retirar o sal, muitas vezes defumada e cozida ao vapor. E na Comida Independente fazem de uma forma artesanal e com muita qualidade. As doses bem servidas com um bom pão brioche e complementos ácidos e picantes para balançar bem.

  • Katsu Sando, Mercado Oriental do Martim Moniz

Esta sanduiche japonesa é daquelas que entrou no meu livro há pouco tempo. Não conhecia mas em 2019 começou a aparecer em todo o lado, inclusivamente em Lisboa. Hoje já se encontram em alguns lugares. E confesso que entrou no meu Top 5 de forma instantânea. O pão tostado com a salada, a carne de porco e o molho tontaksu… Divinal!

Porto

Ah, aquela sandes que é tão divertida de comer. Um bom bao é uma delícia de comer, com aquele pão muito suave quase aveludado. Posso comer 2, 3 ou 4 sem qualquer problema e descobrir os pormenores que diferenciam o bao de caranguejo de casca mole ou de “pulled pork”. Para além do mais, adoro partilhar estas sandes com os meus filhos.

Normalmente quando vou ao Porto em trabalho tenho pouco tempo para grandes refeições e numa das estadias em Gaia descobri o Café Offline que basicamente faz o melhor prego do Mundo. Será exagero dize-lo? Talvez. Mas é assim que eu sinto com este exemplar. Sobretudo porque a carne é soberba.

Poderia escolher mais algumas, mas estas são de facto as minhas favoritas.

Adorava saber quais as tuas favoritas e onde comer. Partilha aqui nos comentários.

(nota adicional… a francesinha não é uma sandes. Não se consegue comer com as mãos, não é uma sandes)

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