De vez em quando, em conversas casuais dou conta de diferenças linguísticas. Andava há tempos para partilhar este exemplo que me apercebi durante uma viagem a Gaia, mas como estive uns dias agora no Porto, relembrei-me.
Estava num restaurante e o empregado, a propósito de uma “casa de meninas” que existe na porta ao lado do restaurante, referiu que as meninas eram todas canhões.
Na altura, eu quis esclarecer se o adjetivo canhão era para uma mulher esbelta pois é “a definição” que eu conhecia, e ele disse logo: “Não, não. São todas assim bem roliças”.
E fiquei a perceber como as diferenças regionais vão para além dos ténis/sapatilhas ou cruzeta/cabide… Mas neste caso estamos a falar de opostos.
