Dei por mim a ler um artigo de um psicólogo norte-americano de seu nome John Rosemond que me deixou estupefacto. Confesso que não o conhecia, mas fui procurar quem seria a figura e percebi que era alguém reputado, com vários livros escritos e que a sua crónica era publicada em centenas de publicações.
Aqui fica um scan da crónica intitulada “Porque não deve dar um high five/cinco a uma criança.”

Para quem não quiser ler a crónica inteira, aquilo que ele diz é que não dá um “high five” a nenhuma criança porque cada um deve estar no seu lugar, e uma criança não é seu “par”.
Diria que este tipo de pensamento e atitude está muito presente no século passado, ou talvez até antes. Eu até posso dizer que ouvi até há poucos anos que ainda era um miúdo (tipo jovem agricultor) e por isso não tinha direito ao mesmo tratamento dos mais velhos.
As palavras respeito ou superior aparecem no texto deste senhor que continua a invocar estas memórias como se fossem algo sagrado. Quando li quando ele diz que as crianças devem saber qual o seu lugar, lembrei-me logo da conversa que o “lugar da mulher é na cozinha”.
Isto lembra-me uma conversa de um outro psicólogo, neste caso português, que numa conversa numa rádio disse que os portugueses saem de casa dos pais mais tarde que no resto da Europa porque tem internet paga e sugeriu que os pais deviam desligar a internet…
Como em todas as profissões, há bons e maus profissionais, e este John Rosemond claramente não é dos bons.
Para o final e para acabar com uma nota positiva, deixo aqui o vídeo de um professor que está a fazer um bom trabalho.
