De vez em quando vejo alguém dizer que tal figura é pseudo-qualquer-coisa (músico, humorista,escritor, cozinheiro, artista, etc) ou então coloca a profissão entre aspas. E estes dias encontrei um perfeito exemplo:

Adoro este exemplo, porque fala sobre o Conan O’Brien que é considerado um dos maiores comediantes dos últimos 20 anos, tendo uma carreira fantástica tendo sido guionista do Saturday Night Live e dos Simpsons, apresentador do The Tonight Show, e nos últimos anos autor do podcast Conan Needs a Friend.
Mas alguém porque não gosta, e neste caso não considera engraçado, desconsidera o trabalho de determinada pessoa.
Isto porque ouvi a conversa do Guilherme Duarte e Hugo Gonçalves (no podcast Sem Barbas na Língua), e eles comentavam alguns comentários do mesmo género quando ele foi entrevistado noutro podcast.
Lembro-me de ter ido a uma exposição no MAAT, e ouvir alguém dizer: “Eu também faria isto”.
Este tipo de comentários não tem grande significado, apenas para a pessoa que o diz. E das duas uma, ou tem um ego desmedido, ou então tem uma clara dificuldade em perceber a dificuldade que exige o tipo de trabalho criativo.
Ainda fixei o Guilherme a dizer que se tivesse noutro ponto da sua carreira, mais no início, esse tipo de comentário poderia afecta-lo e sentir-se mal.
Eu quando vejo/oiço esse tipo de comentário apetece sempre dizer:
“E quem é tu, pá?!”
