Avenida da Liberdade 25 de abril 2024

Avenida

No centro da avenida
Às quatro em ponto
Uma mulher dançava nua perdida

A gente que via a cena
Filmava, ria
Sentia pena

Partilhava e comentava
Mas nada mais fazia

Até chegar um barbudo
Que foi a correr tapá-la
Ao invés de fotografá-la

E a multidão reagiu
Apupou, assobiou, e gritou

Mas mulher em democracia não é biombo de sala

Se Teresa Torga estivesse hoje na avenida


(este poema é adaptado da canção de Zeca Afonso “Teresa Torga”)

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